Confessar exige coragem

Confesso a todos os presentes: fui leviana. E se isso denotar pecado para alguns, confesso que pequei. Por pensamentos e palavras que ainda não expressei, atos revolucionários que ainda não cometi e, omissões convenientes sobre a vida que levo, sobre os caminhos que traço nas linhas de um papel. Tudo pela culpa, tão grande culpa de um tempo, que nunca haveremos de controlar. Mas estou aqui para me remediar: leiam à vontade! ;D

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E por falar em conto de fadas...




Quem ainda não assistiu ao remake de Tim Burton Alice No País das Maravilhas deve ir. Tenha também a sua própria opinião sobre o filme. Mas por favor, se tem algo que está me irritando PROFUNDAMENTE são esses comentários vazios que a maioria está fazendo: "é horrível!"; "eu esperava muito mais".
E eu te pergunto... Mais o quê? Horrível por quê?
Custa argumentar a favor das coisas que você acredita? Caso contrário, eu só posso pensar que você, ou não sabe o que está dizendo, ou vai na onda do momento.

A verdade é que, pela primeira vez, eu achei que um filme da Disney preservou por completo a simbologia dos contos de fada ao contar a história (considerando tudo o que já li no livro A Psicanálise dos Contos de Fada de Bruno Bettelheim). Pela primeira vez foi fiel ao que realmente interessa, sem encher linguiça com aqueles musicais, afinal, a história de Lewis Carroll é completa e cheia de significados desde o momento em que foi escrita.

O diretor do filme conseguiu readaptar uma história com temática do século XIX e nos surpreender com a eterna atualidade da questão: como sofrer metamorfoses na vida e atingir a real liberdade de sermos donos de nosso próprio destino.

Para isso, a imagem final do filme é a glória das vontades de Alice (ou de nossas vontades?). A borboleta (antes, a lagartona "Absolem") sobrevoando os ombros de Alice rumo a uma nova vida, bravamente conquistada quando finalmente conseguimos responder para nós mesmos a velha e dolorosa pergunta do "Quem é você?".

O resto ficará por conta de vocês assistirem ao filme e confirmarem (ou discordarem com argumentos) o que eu observei. Se deliciem. Como diria uma professora que eu tive, a melhor maneira de apreciarmos o novo, é nos despirmos de velhos preconceitos. Enjoy!

Nenhum comentário:

Postar um comentário